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"Os diletantes são-no geralmente de ideias ou de emoções - porque para compreender todas as ideias ou sentir todas as emoções basta exercer o pensamento ou exercer o sentimento, e todos nós, mortais, podemos, sem que nenhum obstáculo nos coarcte, mover-nos liberrimamente nos ilimitados campos do raciocínio ou da sensibilidade.” Eça de Queiroz

Maravilhosa Monte

JAC, em 29.04.13

Os braços ondulam no ar, a cintura desenha infinitos e a voz lança sons encantatórios. Tinha saudades desde o último concerto, também no Coliseu. Há uns anos que não estava na mesa sala de Mariza Monte, na mesma sala sujeito aos efeitos hipnóticos profundos da sua voz doce, tão doce que poderia ser demasiado, caso não fosse demasiado bonita.

Mais do que a voz, M.M. tem um em enorme talento de compositora e um incrível bom gosto musical, bem expresso nos arranjos. Neste concerto, o quarteto de cordas emprestava ao som um “je ne sais quoi”, que não deixava definir a música como Bossa, nem como Pop, nem como MPB., nem como Jazz.

Mais do que concerto, foi um espectáculo, pois o palco surpreendia a cada música com espelhos, cortinas, luzes e projecções. Começou pelas músicas do novo disco – em que “Depois” levou o público à loucura – e deambulou por sons de outros tempos, incluindo d’Os Tribalistas, o belíssimo E.C.T., popularizado por Cássia Eller, ou “Sono come tu mi vuoi”, de Mina, em que tive de reprimir desejos de invasão de palco ao ouvir aquela voz a cantar em italiano.

No encore chegou “Amor I love you”, essa canção tão simplesmente perfeita que não sendo a última deixou a marca da despedida, até outra noite maravilhosa com Maravilhosa Monte.

 

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