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"Os diletantes são-no geralmente de ideias ou de emoções - porque para compreender todas as ideias ou sentir todas as emoções basta exercer o pensamento ou exercer o sentimento, e todos nós, mortais, podemos, sem que nenhum obstáculo nos coarcte, mover-nos liberrimamente nos ilimitados campos do raciocínio ou da sensibilidade.” Eça de Queiroz

Ao LAF

JAC, em 17.06.13

Já passou um ano. Passou um pouco mais desde que conheci esta música pela sua mão, numa de muitas noites deitadas ao tempo com gelo a derreter. Ainda mais tempo passou desde que nos conhecemos, como passaram muitas conversas longas sobre tudo, e sobretudo inteligentes como sempre eram com ele. Mudámos mais vezes o mundo do que a Itália muda de governo, enquanto as garrafas esvaziavam. Discutimos tantas vezes “aquela” cena de “O Leopardo”, ou “aquela” versão do Chet Baker, que pareceríamos maníacos. Elegemos, nunca em consenso, as obras-primas, os maiores falhanços, os grandes canastrões, os melhores maus filmes, o melhor e o pior que o cinema nos deu. Ficou por cumprir esse ciclo que proporíamos à Cinemateca, “Os melhores filmes falhados da história do cinema”, como ficou por cumprir a edição portuguesa daquele livro de Evelyn Waugh descoberto num alfarrabista. Tantas coisas ficam por cumprir quando a vida é abruptamente interrompida. A morte é inevitável, mas não deveria ser estúpida e precipitada, não quando se trata de gente tão boa e com tanto por cumprir, não quando quem parte é nosso amigo e nos faz esta falta imensa.

“Miss Otis regrets, she's unable to lunch today”

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