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"Os diletantes são-no geralmente de ideias ou de emoções - porque para compreender todas as ideias ou sentir todas as emoções basta exercer o pensamento ou exercer o sentimento, e todos nós, mortais, podemos, sem que nenhum obstáculo nos coarcte, mover-nos liberrimamente nos ilimitados campos do raciocínio ou da sensibilidade.” Eça de Queiroz

Intelligentsia

JAC, em 30.08.13

Militantes do BE discutem fim do piropo nas ruas do país

É esta gente alucinada e deslocada de qualquer resquício de sensatez que tem sido incessantemente promovida pela nossa Intelligentsia. Claro que isto diz muito da qualidade dessa mesma Intelligentsia.

Gosto em particular desta frase:"Não estamos a discutir legislação, estamos a discutir o piropo como violência de género. Temos de começar devagar." Sugeria que alguém lhes desse doses massivas de drunfos para ver continuam a ir devagar, mas mesmo devagar, diria mesmo que muito, mas muito, devagar.

 

O texto completo da notícia do "i".

Duas bloquistas querem que o piropo seja controlado. Como? Ainda não sabem como e se é preciso a legislação travar os elogios pouco elegantes nas ruas portuguesas, mas acreditam que há frases que de elogiosas têm pouco e podem até ser consideradas assédio sexual. O tema vai estar em debate este fim de semana no Fórum Socialismo, a iniciativa de rentrée política do Bloco.

Para já, o assunto não vai passar do debate que este fim-de-semana os bloquistas vão fazer no Liceu Camões em Lisboa, mas Elsa Almeida e Adriana Lopera, duas feministas militantes do BE que promovem a discussão, querem que o piropo seja considerado assédio e defendem que o "assédio só pode estar enquadrado na área na violência contra as mulheres, portanto da violência de género ou violência machista".

Mas as próprias autoras da iniciativa não querem, para já, que isto passe do debate para a legislação. Adriana Lopera explicou ao i: "Não estamos a discutir legislação, estamos a discutir o piropo como violência de género. Temos de começar devagar."

Adriana Lopera faz parte de várias associações que lutam contra a violência sobre as mulheres e por isso quis trazer ao debate algo que considera uma agressão. Diz Adriana que, além da violência doméstica, há outro tipo de violência, como o assédio sexual, que pode ser exercida via piropos. Mas o próprio partido afasta à partida qualquer iniciativa para enquadrar legalmente a questão. As promotoras concordam que é cedo e defendem que "neste debate veremos como podemos fazer para viabilizar esta questão e a importância de agir sem fazer ouvidos moucos".

O debate vai acontecer no sábado às 10h30, mas num artigo online no esquerda.net as duas militantes avançam as linhas gerais. Para Adriana Lopera e Elsa Almeida, "o homem é ensinado desde pequeno a ser sujeito sexual, a ter desejo, prazer, orgasmo e a falar disto abertamente fazendo alegoria dos seus dotes de engate e não só" e "pelo contrário à mulher é reservada apenas a possibilidade de ser objecto sexual".

A prova de que, no entender das militantes do BE, o assunto deve ser discutido é que "está instituído que o piropo é inofensivo" e está banalizada a ideia da "mulher enquanto ser que está aí para cumprir o seu papel, ser vista e avaliada, tocada". A situação só poderá ser alterada se as mulheres conseguirem acabar com uma "sociedade patriarcal e machista", que "expulsou a voz das mulheres do palco". Além do debate no Fórum Socialismo, Adriana Lopera e Elsa Almeida estão a preparar várias iniciativas para levar a cabo no dia 25 de Novembro para protestar contra a violência sobre as mulheres."

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